Se o seu bebê chora muito, principalmente no final da tarde ou à noite, e você não sabe mais o que fazer, calma!
Ele pode estar passando pelas famosas cólicas, algo bem comum nos primeiros meses de vida.
Apesar de ser difícil ver seu pequeno desconfortável, é importante lembrar que isso é passageiro e não é sinal de algo grave.
Vamos entender melhor o que são as cólicas e como você pode ajudar? Mas antes, permita-me minha apresentação.
A nutrição infantil é parte essencial do cuidado com a saúde da criança, desde os primeiros meses de vida até o final da infância. Pensar na alimentação é pensar em crescimento, desenvolvimento, prevenção de doenças e, principalmente, na relação que seu filho vai construir com a comida ao longo da vida.
Na prática, realizamos uma avaliação nutricional completa, incluindo análise do crescimento, estado nutricional, consumo alimentar e rotina da criança. Conversamos sobre como são as refeições, horários, aceitação dos alimentos e também sobre o contexto familiar, escola e atividades do dia a dia.
A partir disso, fazemos a orientação nutricional individualizada e o acompanhamento contínuo, com um plano que faça sentido para aquela família. Não realizamos exames no consultório, mas, quando necessário, podemos orientar quais podem ser solicitados pelo médico que acompanha a criança.
Quando procurar uma consulta em nutrição pediátrica?
A consulta nutricional é indicada sempre que os pais têm dúvidas ou preocupações com a alimentação da criança. Isso vale para o início da introdução alimentar, diante de dificuldades para comer, alterações de peso ou alguma condição de saúde que exija cuidado especial.
O acompanhamento ajuda a garantir que a criança esteja se alimentando de forma adequada para crescer e se desenvolver com saúde. Muitas famílias buscam ajuda tanto para organizar o dia a dia das refeições quanto para prevenir futuros problemas relacionados à alimentação.
Sinais e sintomas que merecem atenção
Alguns sinais mostram que a alimentação da criança pode não estar adequada e que é hora de olhar com mais cuidado para a nutrição.
Na prática, os pais costumam perceber:
Baixo ou excesso de peso, pouco apetite, seletividade alimentar, alterações intestinais e refeições sempre difíceis são sinais de que a alimentação da criança precisa de atenção e acompanhamento nutricional.
Principais doenças e situações relacionadas à nutrição pediátrica
1. Introdução alimentar (por volta dos 6 meses de idade)
A introdução alimentar é o momento em que o bebê começa a conhecer os alimentos além do leite, e essa fase é muito importante para o crescimento, o desenvolvimento e a formação dos hábitos alimentares. É quando ele aprende novas texturas, sabores e começa a participar ativamente das refeições em família.
O papel do nutricionista pediátrico é orientar quais alimentos oferecer, em que consistência, quantidade e frequência, sempre respeitando a idade e a individualidade de cada bebê. Uma introdução alimentar bem conduzida ajuda a prevenir engasgos, deficiências nutricionais e dificuldades alimentares no futuro, além de trazer mais segurança para a família nesse começo de jornada.
2. Dificuldades alimentares
Dificuldades alimentares acontecem quando a criança não consegue se alimentar bem para a idade, seja porque come muito pouco, aceita poucos alimentos ou porque as refeições são sempre difíceis. Às vezes a criança até tem fome, mas recusa grande parte dos alimentos, principalmente frutas, legumes e verduras.
Quando comer vira um estresse, precisa de negociação, distração, celular, televisão ou briga todos os dias, isso já não é esperado e merece atenção. Nessas situações, o acompanhamento com nutricionista pediátrico ajuda a entender o que está por trás desse comportamento e a reconstruir, junto com a família, uma relação mais tranquila com a comida.
3. Alergias alimentares
Na alergia alimentar, o acompanhamento nutricional é essencial para garantir segurança e crescimento adequado, mesmo com restrições na dieta. A criança não pode consumir determinados alimentos, mas continua precisando de todos os nutrientes para se desenvolver bem.
Orientar substituições corretas, ajustar a alimentação à fase da criança e acompanhar o desenvolvimento, evitando deficiências nutricionais e trazendo mais tranquilidade para a família é o objetivo. Assim, conseguimos manter uma alimentação equilibrada, segura e compatível com a rotina da casa.
4. Obesidade infantil
Na obesidade infantil, o acompanhamento nutricional ajuda a conduzir mudanças graduais na alimentação e na rotina da criança, respeitando a fase de crescimento. Não se trata de “fazer dieta” como a dos adultos, mas de ajustar escolhas, horários e hábitos do dia a dia.
O trabalho é focado na qualidade da alimentação, na construção de hábitos mais saudáveis e na prevenção de problemas de saúde, sem restrições excessivas ou cobranças para a criança. O objetivo é que ela cresça com saúde, preservando a autoestima e o bem-estar.
5. Síndrome de Down (T21)
Crianças com Síndrome de Down têm características metabólicas e clínicas que diferem das demais crianças, como maior risco de ganho de peso, alterações hormonais, cardiopatias e dificuldades na alimentação. Muitas vezes também apresentam menor tônus muscular, o que pode interferir na mastigação e na aceitação de alguns alimentos.
Por isso, o acompanhamento nutricional precisa ser específico, com ajustes na alimentação e monitoramento do crescimento para garantir saúde, desenvolvimento adequado e prevenção de complicações ao longo da infância.
Cada orientação é pensada considerando as necessidades de saúde, os acompanhamentos em outras especialidades e a rotina da família.
Tudo isso se vê apenas na consulta?
Não necessariamente. Os exames mais comumente utilizados na avaliação nutricional infantil são exames de sangue que ajudam a identificar anemia, deficiências de vitaminas e minerais e alterações relacionadas ao crescimento e ao peso, além de exames que avaliam possíveis alergias alimentares ou alterações intestinais. Eles complementam a avaliação clínica e nutricional, quando necessário.
Entre os mais frequentes estão hemograma, ferro e ferritina, dosagem de vitaminas e exames metabólicos. A solicitação de cada exame depende sempre da avaliação individual da criança, da história clínica e dos sinais observados durante a consulta.
Consultas de rotina em nutrição pediátrica
A consulta de rotina em nutrição pediátrica é importante para acompanhar o crescimento, avaliar a alimentação ao longo das diferentes fases da infância e verificar a adesão ao plano alimentar. À medida que a criança cresce, sua rotina, apetite e necessidades vão mudando, e as orientações também precisam ser ajustadas.
Essas reavaliações permitem reavaliar, adaptar o plano alimentar à nova realidade da família e garantir um acompanhamento eficaz e contínuo. Assim, a nutrição deixa de ser apenas uma preocupação pontual e passa a fazer parte do cuidado global com a saúde da criança.
Uma última consideração importante
O acompanhamento com nutricionista pediátrico vai além de orientar o que a criança deve comer. Ele envolve escuta, individualização e acompanhamento contínuo, respeitando a fase de desenvolvimento, a rotina da família e as necessidades específicas de cada criança.
Quanto mais cedo esse cuidado é iniciado, maiores são os benefícios para a saúde e para a relação da criança com a alimentação ao longo da vida. O objetivo é que comer seja um momento de cuidado, segurança e vínculo para toda a família.
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